terça-feira, 24 de maio de 2011

NÃO ESMOREÇA!

A maioria de nós já leu ou ouviu falar da parábola contada por Jesus: a da viúva que clamava por justiça a um Juiz iníquo. Na bíblia, encontramos a mesma no livro de Lucas 18: 1 a 8:
Não havia bondade naquele homem. Ele jamais iria compadecer-se dela. Ela era uma viúva pobre que jamais poderia pagar um advogado; não teria nenhuma vantagem ou presente a oferecer ao juiz. Para ele, ela não passava de uma indigente inoportuna.
Ele era um homem perverso que não temia a Deus. versículo 2 “...Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava os homens”. Por acaso haveria esse homem de ter algum sentimento de misericórdia pela viúva? Ficaria ele sensibilizado pela causa dessa mulher?
Imaginem, amados, quantas vezes temos passado por situações tremendas, onde temos peticionado a Deus pelas nossas causas. Quantas vezes pensamos que Deus não nos ouve ou não está preocupado com nossas mazelas.
Mas temos nessa parábola, um exemplo de um homem com um cargo que lhe dá poder para resolver situações. E ele, mesmo sendo  perverso,  por um único motivo atende ao pedido daquela mulher:
“Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens,  todavia, como esta viúva me incomoda, hei de fazer-lhe justiça, para que ela não continue a vir molestar-me”. versículo 5.
A insistência daquela mulher, sua perseverança, moveu um sentimento naquele homem mau que resolveu ajudá-la. Esse sentimento com certeza, foi de egoísmo. Ele não estava preocupado com a causa dela, mas com a sua causa; pois não queria ser mais incomodado.
Mas Deus não é juiz iníquo! Ele não fecha seus ouvidos às nossas petições. Quando verdadeiramente temos uma vida no altar, conscientes de que mesmo estando nesse mundo vivemos no Reino de Deus; creia, Ele conhece nossas petições. E mesmo que precisemos  perseverar  em orações, Ele nos atende, não pela insistência para ver-se livre de nós, mas porque  nos ama.
Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que clamam a Ele de dia e de noite, ainda que os faça esperar?” versiculo 7
A espera é um exercício; na espera buscamos  mais a face de Deus, crescemos e amadurecemos muito. Na espera, ficamos mais dependentes de Deus, falamos mais com Ele e isso nos faz crescer muito espiritualmente. Na espera, mudamos até de idéia sobre nosso pedido inicial, pois as vezes Deus nos faz perceber que aquela petição não seria o melhor para nós. Na espera entendemos que são os planos de Deus que prevalecem para nossas vidas e não o que achamos ser melhor para nós.
E para encerrar, repito as palavras do versículo 1 que diz “sobre o dever de orar sempre sem nunca esmorecer.”
Nunca esmoreça, atente para as palavras do Mestre.
Carinhosamente,
Soraya Barros

sexta-feira, 13 de maio de 2011

PÁGINAS DA SUA HISTÓRIA



Texto base: Juízes 12: 8-15
O texto acima  nos conta sobre a vida de três juízes: Ibsã, Elom e Abdom:
Ibsã, tinha 30 filhos e 30 filhas e os casou. Julgou Israel 7 anos. Faleceu e foi sepultado em Belém.
Elom, julgou 10 anos e foi sepultado em “Aijalon”.
Abdom, tinha 40 filhos e trinta netos que cavalgavam 70 jumentos e julgou Israel por 8 anos.  Faleceu e foi sepultado em Piraton.
Com toda certeza, são resumos das vidas desses homens. Normalmente fazemos uma biografia de alguém, citando dentre outras coisas, os fatos mais importantes de suas vidas.
 Seus nomes estão nos relatos da Bíblia, porque  foi importante citar os homens que julgaram Israel. Mas na verdade, o que se pode contar a respeito deles? Como foi suas vidas, quais foram seus feitos? Que obra realizaram, que batalhas lutaram e quais delas venceram?
A bíblia relata muitos nomes , alguns com passagens marcantes.Outros...
No livro de juízes mesmo, temos histórias marcantes como a de Débora e Baraque; a de Sansão, que as crianças bem conhecem e recontam com facilidade. Mas se você perguntar sobre Ibsã, Elam, Abdom; ou mesmo os juízes Tola e Jair,as crianças não saberão e nem poderão contar suas histórias...pois não há o que ser contado.
Assim somos nós. Que história se pode contar de nós hoje? E no futuro? O que deixaremos como legado da história de nossas vidas? Que exemplos deixamos, que lutas lutamos, quais delas vencemos...Que fizemos em obediência a Palavra de Deus? Quantas sementes plantamos quantos frutos colhemos? Um dia, quando partirmos para junto do Pai, o que teremos deixado como “nossa história”?
Pois hoje é a sua oportunidade de, reescrever sua história, recomeçar com um capítulo novo. Peça a Deus que transforme sua vida, e que o Espírito Santo toque em seu coração; para que você não seja um mero expectador do Reino, mas que lhe encha de dons e lhe mostre seus talentos para serem desenvolvidos na  obra de Deus.
Caso não saiba por onde começar, posso dar-lhe uma dica que aprendi e tenho repassado:
Busque o reino de Deus em primeiro lugar e tenha intimidade com Ele. Leia a Palavra de Deus e ore todos os dias. Aplique os preceitos de Deus contidos na  Palavra, na sua vida. Veja o mundo com olhos espirituais e entenda que essas conquistas humanas servem para pouco tempo. Elas são válidas hoje, mas para a eternidade precisamos investir  numa vida genuína no “Reino”.
 Lembre-se que você  não vive numa ilha e pessoas precisam conhecer o caminho para chegar ao Pai, que é através de Jesus...
Pegue uma caneta e mãos à obra. Existe diante de você a partir de agora, uma página em branco!
Abraços carinhosos
Soraya Barros

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Quem somos nós?


“Por que este desperdício de perfume? Ele poderia ser vendido por trezentos denários, e o dinheiro ser dado aos pobres”. E a repreendiam severamente. “Deixem-na em paz”, disse Jesus. “Por que
a estão perturbando? Ela praticou uma boa ação para comigo."
 Marcos14: 3-6
Muitos acham questionável  o ato de Maria de Betânia, por gastar um óleo precioso, que valia uma quantia considerável para a época.
 No texto de João 12:1 – 8, sabemos que o questionador do texto, sobre o desperdício, foi Judas Iscariotes. Este era o que cuidava das finanças e sempre que queria, roubava para si o que continha na “bolsa”.
As duas colocações acima, nos fazem refletir em quem somos nós:
No Reino de Deus, precisamos ficar atentos aos nossos atos, aos nossos posicionamentos, as nossas escolhas, a nossa forma de agir e de pensar.
Aliás, a forma de pensar precisa ser digna e aprovada por Jesus. Não cabe mais a nós, pensar e agir como Judas Iscariotes; que só olhava para si mesmo e não media as palavras que dizia; pois seu intuito era de justificar-se e aos seus atos. Não pode mais fazer parte da vida de um cidadão do Reino de Deus, ser egoísta, mesquinho, voltado para si mesmo.
Maria, irmã de Lázaro, que vivia em Betânia; escolheu demonstrar a postura e uma mulher de Deus.
 Seu ato foi tão instrutivo, que o próprio Jesus, recomendou que onde fosse pregado o evangelho por todo mundo, fosse contado o que ela fez.
Ela nos ensina o que é doar-se sem restrições; o que é ter um coração generoso; importando-se em fazer o certo e não o que outros julgam ser o certo. Ela nos ensina o que é amor incondicional e com humildade, quando usa seus cabelos, assentada no chão para secar os pés de Jesus. Ela nos mostra que o calar e fazer o que é certo, é melhor do que se defender ou querer justificar seu ato.
Na verdade o que Jesus quer de nós no Reino, é que tenhamos amor verdadeiro para com o nosso próximo. Isso implica em ter cuidado com nosso irmão; pensar antes de falar uma palavra com ele, que poderá magoá-lo. Não pensar de forma egoísta visando fins próprios ou auto defesa pelos seus atos impuros ou incorretos, (como Judas tentando desfazer-se do ato de Maria e justificando suas palavras com uma mentira que seria de “doar aquele dinheiro aos pobres”).
O que Jesus quer de nós, quando diz “amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo”, e que pensemos no outro, como se fosse em si mesmo; que compreendamos o outro, como se fossemos nós; que nos relacionemos com o outro, como gostaríamos que se relacionassem conosco. Pois cada vez que fazemos o bem ou o mal para outrem, o fazemos para Cristo
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá:
Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Mateus 25:35-40
Reflita agora sobre seu relacionamento com o próximo no Reino de Deus!
Com amor em Cristo
Soraya Barros